segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Coisas para se fazer pelo meio ambiente (ou sacolinhas ecológicas: incentivo ao consumismo)



Imagem: Google Imagens.

Antes de começar a escrever, pensei muito sobre uma reportagem da revista Época dessa semana. Ela comentava sobre o comportamento das pessoas na Europa, com relação ao meio ambiente.
Lá (e, pelo visto, aqui também), é cool ser “verde”. E essa condição é o que dá status às pessoas – o fato da pessoa não ser “verde” é tão grave que ela passa a ser mal vista pelas outras. Após uma pesquisa realizada pela Norwich Union, no Reino Unido, foi constatado que 9 entre 10 britânicos mentem para passar a impressão de que levam uma vida ecologicamente correta.
Comecei a pensar, e pensar e pensar. Há alguns anos, quando se viam reportagens sobre desenvolvimento sustentável, não se ouvia falar nas tais sacolinhas ecológicas. Uma coisa que me lembro muito bem é de uma mulher que ensinava a usar caixas de papelão para levar as compras do mercado para casa – ela dizia que as pessoas podiam pedir caixas ao próprio mercado, pois raramente eles se recusariam a dar as caixas aos fregueses.
Pois bem. Isso me fez pensar ainda mais sobre a febre das sacolas ecológicas. Está na moda possuir uma e ir à feira/mercado/whatever carregando nossas simpáticas sacolinhas. Eu tenho uma há um tempinho, mas não é propriamente uma “eco-bag”, e sim uma sacola de lona linda com motivos indianos que eu uso para fins diversos (dentre eles, ir à praia).
Voltando ao ponto. Dia desses, fui ao mercado sem minha sacola e quase me senti mal. A funcionária tentava me empurrar uma sacola de lona horrorosa – uma eco-bag com o logo do mercado, que custava algo em torno de onze reais. Disse que comprando aquilo, eu estaria ajudando o meio ambiente, que a gente não deveria usar tantos sacos plásticos, e tal.
Pára tudo! Me senti mal pelos motivos que a faziam tentar me empurrar a tal sacola! A quantidade de compras que eu fiz mal caberia naquela mísera sacolinha, mas a atendente me garantiu que havia outras sacolas no estoque. Tive vontade de rir, e disse que, naquele dia, infelizmente, eu teria que poluir o meio ambiente.
Levei um olhar torto e devolvi outro mais torto ainda, complementado por uma bela encarada. Não sei se vocês estão entendendo. Naquele dia eu precisei usar sacos plásticos. Será que eu merecia ser tratada daquela forma? Eu não minto sobre o meio ambiente só para me sentir bem! Eu não preciso disso. Nenhum de nós precisa. Tem que ser uma coisa natural, decorrente da própria consciência.
Ajudar o meio ambiente é uma coisa necessária. Mas não podemos discriminar quem não o faz – o que a gente pode, e deve, é orientar, ensinar curiosidades, falar abertamente sobre o assunto, dar dicas e comentar, sim, como é difícil reverter um problema que se instalou justamente devido à sociedade de consumo em que vivemos.
Espero que este post seja entendido não como uma crítica à iniciativa de se diminuir o consumo de sacos plásticos, mas como uma crítica à sua “capitalização”, como uma forma atual de, mais uma vez, impor à sociedade o consumo de algo que não se faz tão necessário.
Porque se formos pensar bem na intenção das tais sacolas, todos nós temos, encostada no armário, uma boa sacola de lona que pode, muito bem, servir ao propósito de ir às compras, sem termos que fazer uma aquisição de uma nova sacola, só porque ela diz: “Eu não sou de plástico”.

Uma beijoca e boa reflexão,
Manú

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

O drama da pia - sem surtos nem neuras.

Eu já disse o quanto não gosto de lavar louça?
Tenho quase certeza que sim. Vamos aos motivos:
1) É chato;
2) A água é fria;
3) Parece castigo;
4) Estraga as unhas;
5) As pessoas não reconhecem o "sacrifício" (hehehe...)
6) Depois tudo se suja de novo!!!
Comentários à parte, acho que lavar louça é a parte mais chata da cozinha. Bom mesmo é sujar e ter quem lave pra gente.
Ou então, para fugir das bagunças, a solução seria comer fora todos os outros dias ou usar louça descartável na sua casa.
Como eu tenho certeza que você não vai fazer isso (aham), vão as dicas para que sua pia não seja tão malvada. A primeira coisa é ligar o som beeeem alto.
Depois...
1) Sujou, lavou - já disse, mas não custa repetir - tente fazer com que todas as pessoas sigam isso, finja que é um mantra.
2) Como provavelmente o mantra acima não vai rolar, tente pelo menos organizar as sujeiras: talheres todos dentro de uma panela/travessa/recipiente com água e detergente, já de molho; pratos de mesmo tamanho empilhados, copos separados, panelas/travessas/recipientes com a boa e velha mistura de água com detergente, pra soltar as gorduras (se rolar uma fervida na mistura, melhor ainda - só cuide para o detergente não ferver demais, igualzinho ao leite: você sabe a sujeira que faz...), pia o mais desocupada possível e restos de comida/lixos/coisas não identificadas já jogadas na lixeira, faz favor;
3) Se você for menina, há inúmeras opções de luvas fofoletes à venda. A Cinara já falou sobre elas, e, se não me engano, indicou uma moça simpática que as fabrica. Mas o melhor da festa vem agora: besunte as mãozinhas com creme hidratante, aos montes, e só depois coloque as luvas - você vai garantir hidratação e esmaltes perfeitos.
4) Se você for menino, pode comprar uma luva "de macho" mesmo (se existir... hehehehehe), amarela ou azul, tá tudo certo. Se reparar, vai ver na foto que eu custei pra achar o vovozinho simpático usando luvinhas cor-de-rosa meigas para combinar com a blusa de sua patroa. Não precisa chegar a extremos, mas vá lá;
5) Mantenha uma panela com água fervendo para jogar na louça ou nas travessas para facilitar que a sujeira solte, e depois para dar aquela limpadona na pia e jogar um bocado na esponja - água quente faz toda a diferença.
Uma beijoca,

Manú.